domingo, junho 21, 2009

o mundo

É a nossa sala de estar.
Sente-se aí e troque uma idéia comigo.
Se quiser, ali naquele banco tem uma garrafa de vinho pra nós dois.

O sol bate de lado e não nos irrita os olhos. As folhas verdes refletem uma cor de final de tarde.
É verão e tenho orgulho das minhas tardes alegres com amigos que, assim como eu, não têm nada pra fazer.
E o rock, sem compromisso algum, vem nos fazer companhia. Que tal trazer uma cerveja?
Não, hoje não estou pra isso.
Se pintar uma idéia nova, me liga; você tem meu número.
Às três horas o pessoal chega aí e tudo há de ser paz.
Tudo o que se quer, quando se é jovem, é um skate nos pés e amigos pra conversar.
Amores vêm e vão; cachaça nem sempre dá dor de cabeça e uma semana escondido estudando vale um fim de semana de festa. A maioria das pessoas acha que faz tudo errado e mesmo assim não tem coragem de se jogar no certo. Quando você parar pra pensar que deveria trabalhar mais, esqueça. Deveria viver mais. Trabalho só é bom quando não é trabalho, mas satisfação.
Hoje acordei com vontade de sair à rua. Calcei os tênis, lavei o rosto e a estrada ainda não parou de vir aos meus pés. Talvez eu passe aí pra dar um oi.
Você me diz que quer sair; Eu quero sumir.
Aproveitem o restinho do domingo.


sexta-feira, junho 19, 2009

"O herói é o genocida"

E você me liga hoje, como se eu pudesse lhe salvar de sua própria desgraça.
Tente entender que não há solução para o seu vazio e a dor que você sente não é minha como era há 5 meses.
5 meses... O sol ainda nos rachava os ombros naquela época. Nem acredito que já se passou tanto tempo.
Também não venha me culpar da saudade que você sente. Eu não me culpo nem pela saudade que sinto. Há anos que eu não derramo uma lágrima, e hoje tudo parecia tão aconchegante e um brilho me desceu o rosto áspero de barba mal feita. E ao som de uma valsinha eu me emocionava ao cheiro de café apagando da memória as mil incógnitas que as aulas me faziam descobrir.
Uma neurose; uma overdose ao som de uma voz aveludada e um contra-baixo feroz.
É noite e eu já não sei mais dormir tarde. É sexta-feira e eu nem mencionei a palavra "festa" hoje.
Lembrando daquele caso em que você me matou, eu só quis estar novamente sobre as pedras e me jogar no mar. É um roquenrou feito com amor que me motiva a relembrá-la.
Ainda me pego pensando se naquela tarde as coisas poderiam ter terminado melhores. Talvez você estivesse aqui ainda; talvez aquela queda não fosse fatal; talvez eu não tivesse aprendido a ser tão frio e ainda me dói pensar que num segundo tudo mudou. Um carro na estrada e a velocidade nunca nos parece ser tão fria; a realidade não nos pareceu ser tão alta e o tempo sempre foi tão curto.
Se um solo de guitarra pudesse lhe traduzir o nome, talvez eu o tentasse; se uma poesia fosse tão complexa quanto as suas vontades, talvez o poeta não a teria escrito...
Hoje faz 5 meses. Ainda não fui lhe deixar flores e não pretendo voltar tão cedo.
Não é crueldade, é respeito à nossa realidade.
Não me procure nos meus sonhos. Eu quero paz durante o sono.
Tomara que você esteja olhando por mim de onde está, meu amor.

G. Tritany


quinta-feira, junho 11, 2009

Viva a sua realidade, babaca!

Não estranhe a minha falta de hipocrisia. Não estranhe o meu sincero desprezo.
Agradeça por saber ler; entenda que você nunca deixará o estado de bile, nunca compreenderá a si mesmo se continuar vestindo essas mesmas calças. Ainda me é difícil começar essa pequena crítica.
Somos um grande grupo de jovens ociosos; não fazemos nada além de inventar moda - e acho que moda é o tema de hoje. Moda é uma tendência que vai e vem. A moda é a incrível capacidade que cada ser humano tem em assumir uma atitude como um hábito inerente à sua cultura. É a mesma coisa que a calça jeans e os óculos que você usa hoje e jura que usava há cinco anos, quando não era moda.
Tá me entendendo? Eu desprezo a sua hipocrisia.
Pra entender a moda, não preciso ir longe. Aliás, eu moro no melhor lugar pra isso.
Floripa é a cidade mais fantástica para se observar o fluxo das idéias. Elas passam por aqui e tornam-se comuns aos nativos e aos naturalizados daqui. Significa dizer que, nesta pequena ilha, ninguém tem identidade. Todo mudo é o que o outro é.
Quem foi o grande filósofo da atualidade que disse: voltem aos anos oitenta?
Ou melhor... você já notou que os playboys ( que serão SEMPRE playboys) e as lindas patricinhas ( que serão SEMPRE patricinhas) tinham, até ontem, uma enorme repulsa por aqueles que eles chamavam de emo - mesmo que estes nem assim pudessem ser chamados. Pra explicar direito: qualquer um que anda vestido de preto e declara gostar de roquenrou é considerado emo, punk, roqueiro ou coisa do gênero.
Voltando ao assunto: Já viu que as calças e tênis dos mauricinhos de hoje se assemelham muito ao estilo dos emos de ontem? Dá uma olhada nos óculos que eles usam!
Tem gente que edita suas fotos para envelhecê-las. Tem gente que resolveu voltar a tentar escrever certo; tem gente que não percebeu que TODO MUNDO ESTÁ ASSIM.
E me pergunta o que é que tem de errado nisso.
Eu não sei. Só sei que tem algo a ver com aqueles que se acham cool. Mas ainda tenho que pensar muito antes de escrever sobre eles.
Entenda que eu não deixo de respeitá-lo por suas atitudes de papagaio. Aliás, "atitude" - palavra que havia se tornado moda entre os que queriam exaltar sua originalidade, mesmo sem ter originalidade alguma - é uma palavra quase extinta do vocabulário do bom jovem da moda.
Quero dizer: quem é você? Você é aquele que suas experiências criaram, ou é só um monte de opiniões furadas, desconexas, incoerentes com a realidade e criadas por alguma revista semanal que você lê em vez de estar fazendo alguma coisa útil para a sua vida.
Não vou mais contar história; o importante é a casca, não a polpa da fruta. Da próxima vez eu posto uma foto e um poema sincrético qualquer.
Se você se sente ofendido, ligue para o 0800 e disque 2.
Boa noite.

domingo, maio 31, 2009

Comprei um daqueles caderninhos;

É um caderno pequeno, com o espiral na horizontal (mesmo sentido das linhas).
Daqueles de bolso, que você usa pra anotar algumas idéias resumidas.
Eu uso pra anotar aquilo que estou devendo.
Pode marcar aí que estou devendo uma postagem sobre "cool", ou algo assim.
Pra falar a verdade, estou enrolando, porque achei que ia escrever sobre isso hoje. 
Meu prazo está acabando. Já é quase Junho, e eu ainda tenho que completar meu objetivo.

Sexta-feira; aniversário de um velho amigo; muito rum, muita vodca.
Bebemos muito e ouvimos do bom roquenrou num campus universitário lotado dos bons roqueiros.
Bebemos tanto, que eu quase não lembro de tudo o que aconteceu; mas dá pra dizer que valeu a pena. Afinal, era aniversário de um amigão.
"Cara, você tá no caminho certo! Você é maneiro pra caramba...  Não entram os caras bitolados não; entram aqueles que mandam bem assim! É 10.1? "
- É 10.1!


domingo, maio 24, 2009

E o sofá, na garagem;

Agora é só silêncio. 
Nem tanto assim, porque as conversas de quem mora comigo falam sobre as louças.
Hoje me torno adulto; aniversário comemorado ontem numa festa baseada nos sorrisos e nos sons.
Geladeira lotada daquilo que os jovens tanto esperam de um fim de semana. 
E o sofá na garagem; e a música dos violões; vozes a cantar o som popular e a tequila pode ter feito um certo estrago.
A minha casa é - graças a Deus - um local de encontro; um lar para quem gosta de festa; um abrigo para quem procura amizade. E foi das pessoas de que mais gosto a companhia ontem.
Hoje eu acordei e mal pude levantar. Foi difícil me esquivar pra não pisar nos corpos dos que dormiam, assim como eu, no chão. Desci as escadas e fui recebido com os parabéns sinceros dos que me amam. Aqueles que ainda dormiam lentamente foram acordando e juntando-se à alegre conversa matinal. Alguns meio assustados, sem lembrar da festa na noite anterior; outros felizes por estar em boa companhia... mas todos aqui. 
Se me perguntassem hoje: Você é feliz?
Eu ia pensar por um segundo nos meus amigos, nas nossas festas, nos meus curtos amores e na minha pressa. Eu diria: Sou feliz.
Por quê?
Porque eu sou completo.
Hoje é meu aniversário; sobrou muita cerveja; meu irmão cresceu muito;
meu violão nunca teve tão poucas cordas e finalmente eu consigo encarar minhas escolhas.
Foi muito bonito quando eu recebi o bolo e o levei à garagem onde estavam todos. E cantamos o "parabéns", e tomamos cerveja, eu ganhei uma banana de presente e olhei pra todo mundo que estava aqui com uma enorme satisfação.
Amanhã eu volto à rotina. Minha casa está uma bagunça, mas valeu cada segundo.
Parabéns para mim.
Até.

domingo, maio 17, 2009

Reflexo da minha vergonha.

É domingo, e aniversário de um amigo.
É maio.
É noite e já está tarde demais pra que eu assuma todos os meu erros até agora.
Não dá pra ficar chorando em cima do que já passou. Eu acho que vai dar certo.
É tudo muito simples. É olhar pra trás e perceber onde se está errando. É perceber o que está passando despercebido e qual é o mal que essa onda vai causar. 
Depois, é só ir catando os cacos aos pouquinhos.
Não posso mais ficar aqui. Estou sem tempo. Estou tremendamente envergonhado das minhas palavras. Quero me esconder; quero ser perdoado.
Perdoa-me.

Ok, agora estou assumindo uma nova postura.

Agora, eu sou um cara sério.

segunda-feira, maio 11, 2009

Às vezes eu me acho tão garoto...

Não que eu tome decisões como garoto, ou tenha atitudes como tal. Mas às vezes impera  ímpeto de engolir tudo - coisa de adolescente. 
Não sei dizer, já, se sou tão adolescente, mas o conjunto de minhas ações e pensamentos me leva a outra corrente. 
Sei lá, às vezes dá vontade de assumir a irresponsabilidade à qual - teoricamente- tenho direito. Só pra sentir o gostinho. 
Eu já tentei uma vez. Não dá pra dizer se deu certo ou não; eu era outro.
Caraca, como estou encucado com algo tão simples como um desfecho inesperado de algo que parecia tão doce! Na verdade, eu sempre tenho a contra-proposta. 
É aí que entra a pressa de "garoto"; de adolescente. 
A impaciência e o atropelamento do tempo.
...
É engraçado como tudo aconteceu ao mesmo tempo. E alguém, que se dizia mais esperto que eu, provou estar certo. Não tiro seu mérito, mas não compreendo seus métodos. 
E me disse: "Mas, você não pode se desviar..." Nem por uma causa tão nobre e tão pequena? 
"Não".

Uma coisa eu aprendi na minha vida: Só se faz o que se gosta de fazer. A regra é perfeita.
Faz-se somente aquilo de que se gosta. 
Não digo que não há de se fazer aquilo de que não se gosta; às vezes é necessário.
E como pedra, que bate na testa mais rápido do que a velocidade das minhas ridículas confissões, tudo me atingiu com força. 
Tá bom, vou esvaziar minha mente na pista. 
Super dia pra vocês.

domingo, maio 03, 2009

Vamos abolir a escola!

Eu sei que não sou perfeito, pra dizer isso; mas 'pera lá! A situação tá revoltante.
Vamos abolir a escola! Ela não é mais necessária, se o nessessário mesmo eh entender
o q se quiz transmitir quando falousse do nosso geito. Estudar já não têm mais grassa
Agora, meu amigo, se você se sente encomodado com as novas formas da língua - que hoje em dia vareia muito; ocila entre o internetês e o inculto -, o problema eh seu. 
Pra falar a verdade, não custa nada deixar as regras da língua de lado. Na verdade, a acentuacao ja nao se fais nesseçária e as virgula podia bem ser abolida - concordância de número, gênero e grau pra quê? e letra maiuscula no inicio de fraze? eh uma frescura!

CHEGA!
Dói; incomoda. 
Que é que custa ler a porcaria da revista de fofoca, com a qual vocês estão acostumados, com a atenção mínima, que seja suficiente, pelo menos, pra corrigir seus erros baseando-se no EXEMPLO!
Só presta atenção nisso: Se é pra botar pra foder, bota de uma vez! Mas, manda ver mesmo. Não mistura o português fétido ,que você usa, com a formalidade que você  queria no seu "orkut".

sexta-feira, maio 01, 2009

Feliz Aniversário!

 Um pouco desnaturado, eu assumo. A Sala de Estar completou um ano no mês que passou e eu nem havia pensado nisso.
Aí, alguém me bipa: UM ANO DE SALA DE ESTAR, JÁ!
E eu digo: putz, nem lembrei.
Sabe quando um amigo faz aniversário e você sabe que é aniversário dele, mas nem se dá conta de que não deu os devidos "parabéns"?
Isso aí.
Então: Feliz Aniversário! 
Um ano de artigos, crônicas, historinhas pra boi dormir, idéias, reflexões e outras coisas que vocês não querem saber, mas eu - insistentemente - acabo postando.
E que venha Maio.