domingo, julho 26, 2009

Um segundo

... e você já não estava mais lá. Ao meu lado, me esperava uma linda jovem de cabelos claros. Tinha a pele morena dos dias de sol e parecia não compreender bem as conversas dali. Eu já sabia o que ela queria. Como você não estava comigo, o convite foi rápido, a viagem foi rápida e a noite foi longa, quente, iluminada pela luz que refletia em nosso suor. A graça divina de não receber uma ligação no dia seguinte é que me deixa despreocupado.
E no fim de cada noite, o tempo não passa. Só faltam duas horas e o sexo não tem graça.
Tua alma lavada canta em dó menor, enquanto os cacos de vidro me rasgam os pés. A garrafa quebrada não significa nada. Meu telefone toca e o nome é o do meu amor.
Não há motivo para tal preocupação. O meu problema não é a cachaça; perdi o caminho de casa.
Saio no meu carro e não volto. Ela vai entender; eu nunca disse que as coisas iam dar certo. Estou à procura de um lugar quente.
No silêncio das ruas vazias, 2 da manhã. Na lista consta um belo nome. Saudades daquele corpo.
É tarde, mas eu ainda acredito que ela vá me receber.
Na porta, cheiro de castanha. À noite abafada desta cidade, ela me recebe quase nua. É claro que sabia quem batia à sua porta.
Belo apartamento. Bela amiga a me esperar no sofá da sala de estar, e aquela impressão de que esta noite vai durar até a próxima.
Saudades, Júlia.

sábado, julho 25, 2009

Oi, belas bochechas...

É só uma brincadeira, mas estou com bochecha inchada pra caramba.
Hoje vou comer lasanha, pra ver se consigo voltar a comer algo salgado; cansei de iogurtes...
Se querem saber, achei um bom tempo, algo pra me desconcentrar quando eu precisava.
Nada planejado, mas viver no presente tem me trazido boas surpresas.
Hoje não tenho nada de legal pra dizer, mas só o fato de poder levantar da cama e pensar sacanagem me faz bem à saúde.
Outro dia fomos, eu e o moderno, rever uns amigos meus do tempo da escola. Divertido, nostálgico, alcoólico de alguma forma. Dá saudade daquelas turmas que se reuniam pra jogar poker, ou só pra dar risada. Quem ainda estuda no ensino médio sabe do que falo: a simplicidade na falta de compromisso e a pouca responsabilidade nos proporcionam experiências notáveis.
N'outro dia Camila me disse: "Mas eu também faço terceirão! E não é tão assim."
Terminar o ensino médio é assumir que você cresceu, ou não. É assumir novas responsabilidades com concursos de vestibular, escolhas de emprego, faculdades... ou simplesmente sonhar e fazer festa.
Eu levei os 4 primeiros meses letivos fazendo festa. Nos 4 últimos, havia muita festa, mas eu só me estressei com o pouco estudo, que pra mim parecia algo demais.
Você cresce e percebe que suas manias de criança não "colam" mais, e talvez tudo precise de um reajuste.
Estou quase reajustado. Não importa; daqui a pouco chega uma nova idéia e eu sofro um novo reajuste.
Se precisar de um conserto, me liga.

quinta-feira, julho 23, 2009

Costurado, o tédio é pior...

Cirurgia chata. Enxerto gengival. Significa tirar um pedaço da minha boca pra consertar outro que estava faltando.
Tá bom, vamos parar com as frescuras.
Uma semana de cuidados especiais, sorvetes e iogurtes gelados;
uma semana tediosa estudando as matérias atrasadas sem direito a ver ninguém...
Preciso de boa companhia. Hoje eu sou o kit completo...
Sorvete, cobertor, filme...

Pra falar a verdade, eu não sei se vou ser corajoso o suficiente pra assumir que estou precisando trocar.
Meninas que se sentirem sozinhas: Disquem Tele-Trita.
Boa noite, crianças.

domingo, julho 19, 2009

Inexato;

Sentimento é inexato, pensamento desconexo, nada encaixa quando a sincronia parece história.
Quando eu olhei para trás e vi que o tempo passou tão rápido, pensei: poderia ser diferente. Poderia ter sido mais notável; mais preocupante, ou menos.
Sinceramente, não seria tão divertido.
Completo é um conceito abrangente demais para ser explicado e eu não consigo dizer exatamente aquilo que vem à mente.
Einstein explica o déficit de massa quando esta se transforma em energia. Energia atrativa mantém partículas de mesma carga coesas num núcleo denso. E quem imaginava que as cargas iguais não se atraíam estava muito errado. Essa teoria já é tão antiga quando o meu espírito, minha teimosia.
Ontem eu lembrei do início simples. Era passado.Passado é um estado relativo que só existe fragmentado. Cada ser tem a sua parcela de passado. Alguns já o perderam.
Sabe qual é a melhor? Tudo flui quando você vive o presente.
O futuro não existe, não é palpável. Esqueça-o; não viva esperando. Eu já pirei por causa dessa crença.
No meu diagrama de energia, o último nível continua desocupado, mas a frequência dos choques talvez me traga a orientação correta.
Estabilidade?
Esse é o maior erro; não busco a estabilidade, não busco equilíbrio. Busco a franqueza compartilhada em f.
Meu tempo voa em onda, minha casa é a mesma; e quando o vento voltar, você tem meu telefone...
Estou com medo - é sério.


sábado, julho 04, 2009

Ciência ou Roquenrou?

O preço dessa escolha é muito alto para admitir irresponsabilidades. Era mais fácil passar as tardes ouvindo o som do mar e cantando as canções que me percorrem as idéias.
Não é essa a minha verdade.
A verdade é que eu joguei fora os seus chinelos, aqueles que você perdeu debaixo da cama.
Joguei sem medo, porque sei que você não voltará atrás e tudo o que me liga a esse passado está errado.
De certa forma, as boas companhias do passado não podem ser as companhias de agora. Significa dizer que estou com saudades, mas nada do que tenho saudades está no meu programa.
Programação é a coisa mais importante para se traçar uma meta.
Hoje eu quebro a linha; muitos depressores no meu cérebro para dar risada da noite caipira.
E toda sexta-feira parece que tem um som diferente rolando. Que bom.
"Carioca, toca um som aí!" - Tá certo. Tem alguma coisa me dizendo pra lançar logo esse myspace... Acho que é só impressão, mas se der certo, no mínimo eu vou ser tachado de louco.
Saudades dos palcos; dá vontade de aceitar, saca? Subir e jamear!
Quem topa?


quinta-feira, julho 02, 2009

Como se pára uma cidade?

E se todos os trabalhadores do transporte urbano de uma capital resolvem unir seu sindicato e fazer greve por um aumento de salário surreal. As camadas populares de uma cidade basicamente centrada na prestação de serviços e no comércio locomovem-se pelo trasporte "público". Paralizar este serviço é instalar o caos urbano. Nada vai funcionar direito, e as vias públicas tendem a ficar mais atoladas de motoristas de fim de semana em seus carros de passeio.
A greve dos motoristas e cobradores de ônibus da Gd. Fpolis começou na terça-feira às 7h da manhã, e até agora não se tem certeza se teremos ônibus para o fim de semana, que aliás começará pra mim como um tapa na cara e um não.
Tudo parou; escolas funcionam em estado de bagunça; metade das lojas estão fechadas e as pessoas dependem de carona para fazer essa cidade funcionar do jeito que der. Floripa é uma cidade de prestação de serviços em que os serviços não funcionam...
O que eu estou querendo dizer é que Florianópolis está MANCANDO. Andando do jeito que dá.
Estamos desfalcados de uma das pernas por capricho de grevistas que trabalham pouco, contribuem pouco, e ganham MUITO bem. Eles pedem um aumento no vale alimentação para R$310. Com trezentos e dez reais dá pra almoçar BEM todos os dias e ENCHER A CARA no fim de semana; bem, obrigado.
A idéia é que os cobradores de ônibus são mantidos para não causar um desemprego em massa, porque eles já não têm mais função, já que o sistema de pagamento de passagens é todo por catracas eletrônicas.
Pode parecer um incentivo ao exercício: estamos todos precisando caminhar mais; fazer uma peregrinação para ir ao trabalho...
As empresas estão providenciando carona a seus funcionários, para continuar funcionando. Por outro lado, muita gente aproveita para descansar, pois "sem transporte" significa "feriado"; se você é um desses, parabéns, tem muita gente atrás de uma pausa pra descansar (eu inclusive).
A maior tristeza, é que a lei declara a obrigação das empresas em manter 50% dos ônibus circulando em horários de pico e 20% no resto do dia - e vocês não estão acreditando que a lei está sendo cumprida, né? Os poucos ônibus que circulam em horário de pico fazem só a metade do trajeto obrigando os usuários a caminhar muito até o centro da cidade.
Pior do que isso é a incerteza quanto à volta pra casa; não dá pra saber se haverá ônibus pra voltar.
Acho graça é na facilidade que os florianopolitanos têm em achar que sua cidade pode ser sede de jogos da copa do mundo de futebol. Florianópolis não tem estádios decentes; não tem um sistema de trânsito que facilite o acesso de pessoas a lugar nenhum; não tem infra-estrutura para hospedar tanta gente; não tem investimento na qualidade dos serviços, e mais: quem conhece o transporte público da capital se surpreende com a merda por que se paga tão caro!
Acho que chegamos a um ponto em que a violência já não me parece tão absurda. Umas boas porradas nos grevistas e uns ônibus queimados acabariam logo com essa palhaçada. E depois todo mundo entrava em seus ônibus e voltava tranquilamente pra casa. Qualquer coisa, me liga.
Se amanhã eu puder ir à aula, de repente a gente troca uma idéia. Por ora, vá dormir e deixe de pensar besteira, moleque!

domingo, junho 28, 2009

Era de rum, ok?

Um repertório tem aumentado;passo a passo, como andam as centopéias. Cada nova música tem sido emocionante.
Por outro lado, descobri que posso ser expulso por meninas sonhadoras e românticas aos tapas...
É reflexo da minha sinceridade.
Ora! Todo mundo tem o direito de ser o que quiser.
Eu vou comprar um bar; eu vou beber menos; vou tocar minhas músicas na escadaria da igreja à luz das velas e quando tudo estiver baixo novamente eu vou ligar para algum amigo que não vejo há vinte anos. Sei lá, se alguém há de lembrar de mim.
Saudades, Gabriela.

domingo, junho 21, 2009

o mundo

É a nossa sala de estar.
Sente-se aí e troque uma idéia comigo.
Se quiser, ali naquele banco tem uma garrafa de vinho pra nós dois.

O sol bate de lado e não nos irrita os olhos. As folhas verdes refletem uma cor de final de tarde.
É verão e tenho orgulho das minhas tardes alegres com amigos que, assim como eu, não têm nada pra fazer.
E o rock, sem compromisso algum, vem nos fazer companhia. Que tal trazer uma cerveja?
Não, hoje não estou pra isso.
Se pintar uma idéia nova, me liga; você tem meu número.
Às três horas o pessoal chega aí e tudo há de ser paz.
Tudo o que se quer, quando se é jovem, é um skate nos pés e amigos pra conversar.
Amores vêm e vão; cachaça nem sempre dá dor de cabeça e uma semana escondido estudando vale um fim de semana de festa. A maioria das pessoas acha que faz tudo errado e mesmo assim não tem coragem de se jogar no certo. Quando você parar pra pensar que deveria trabalhar mais, esqueça. Deveria viver mais. Trabalho só é bom quando não é trabalho, mas satisfação.
Hoje acordei com vontade de sair à rua. Calcei os tênis, lavei o rosto e a estrada ainda não parou de vir aos meus pés. Talvez eu passe aí pra dar um oi.
Você me diz que quer sair; Eu quero sumir.
Aproveitem o restinho do domingo.


sexta-feira, junho 19, 2009

"O herói é o genocida"

E você me liga hoje, como se eu pudesse lhe salvar de sua própria desgraça.
Tente entender que não há solução para o seu vazio e a dor que você sente não é minha como era há 5 meses.
5 meses... O sol ainda nos rachava os ombros naquela época. Nem acredito que já se passou tanto tempo.
Também não venha me culpar da saudade que você sente. Eu não me culpo nem pela saudade que sinto. Há anos que eu não derramo uma lágrima, e hoje tudo parecia tão aconchegante e um brilho me desceu o rosto áspero de barba mal feita. E ao som de uma valsinha eu me emocionava ao cheiro de café apagando da memória as mil incógnitas que as aulas me faziam descobrir.
Uma neurose; uma overdose ao som de uma voz aveludada e um contra-baixo feroz.
É noite e eu já não sei mais dormir tarde. É sexta-feira e eu nem mencionei a palavra "festa" hoje.
Lembrando daquele caso em que você me matou, eu só quis estar novamente sobre as pedras e me jogar no mar. É um roquenrou feito com amor que me motiva a relembrá-la.
Ainda me pego pensando se naquela tarde as coisas poderiam ter terminado melhores. Talvez você estivesse aqui ainda; talvez aquela queda não fosse fatal; talvez eu não tivesse aprendido a ser tão frio e ainda me dói pensar que num segundo tudo mudou. Um carro na estrada e a velocidade nunca nos parece ser tão fria; a realidade não nos pareceu ser tão alta e o tempo sempre foi tão curto.
Se um solo de guitarra pudesse lhe traduzir o nome, talvez eu o tentasse; se uma poesia fosse tão complexa quanto as suas vontades, talvez o poeta não a teria escrito...
Hoje faz 5 meses. Ainda não fui lhe deixar flores e não pretendo voltar tão cedo.
Não é crueldade, é respeito à nossa realidade.
Não me procure nos meus sonhos. Eu quero paz durante o sono.
Tomara que você esteja olhando por mim de onde está, meu amor.

G. Tritany


quinta-feira, junho 11, 2009

Viva a sua realidade, babaca!

Não estranhe a minha falta de hipocrisia. Não estranhe o meu sincero desprezo.
Agradeça por saber ler; entenda que você nunca deixará o estado de bile, nunca compreenderá a si mesmo se continuar vestindo essas mesmas calças. Ainda me é difícil começar essa pequena crítica.
Somos um grande grupo de jovens ociosos; não fazemos nada além de inventar moda - e acho que moda é o tema de hoje. Moda é uma tendência que vai e vem. A moda é a incrível capacidade que cada ser humano tem em assumir uma atitude como um hábito inerente à sua cultura. É a mesma coisa que a calça jeans e os óculos que você usa hoje e jura que usava há cinco anos, quando não era moda.
Tá me entendendo? Eu desprezo a sua hipocrisia.
Pra entender a moda, não preciso ir longe. Aliás, eu moro no melhor lugar pra isso.
Floripa é a cidade mais fantástica para se observar o fluxo das idéias. Elas passam por aqui e tornam-se comuns aos nativos e aos naturalizados daqui. Significa dizer que, nesta pequena ilha, ninguém tem identidade. Todo mudo é o que o outro é.
Quem foi o grande filósofo da atualidade que disse: voltem aos anos oitenta?
Ou melhor... você já notou que os playboys ( que serão SEMPRE playboys) e as lindas patricinhas ( que serão SEMPRE patricinhas) tinham, até ontem, uma enorme repulsa por aqueles que eles chamavam de emo - mesmo que estes nem assim pudessem ser chamados. Pra explicar direito: qualquer um que anda vestido de preto e declara gostar de roquenrou é considerado emo, punk, roqueiro ou coisa do gênero.
Voltando ao assunto: Já viu que as calças e tênis dos mauricinhos de hoje se assemelham muito ao estilo dos emos de ontem? Dá uma olhada nos óculos que eles usam!
Tem gente que edita suas fotos para envelhecê-las. Tem gente que resolveu voltar a tentar escrever certo; tem gente que não percebeu que TODO MUNDO ESTÁ ASSIM.
E me pergunta o que é que tem de errado nisso.
Eu não sei. Só sei que tem algo a ver com aqueles que se acham cool. Mas ainda tenho que pensar muito antes de escrever sobre eles.
Entenda que eu não deixo de respeitá-lo por suas atitudes de papagaio. Aliás, "atitude" - palavra que havia se tornado moda entre os que queriam exaltar sua originalidade, mesmo sem ter originalidade alguma - é uma palavra quase extinta do vocabulário do bom jovem da moda.
Quero dizer: quem é você? Você é aquele que suas experiências criaram, ou é só um monte de opiniões furadas, desconexas, incoerentes com a realidade e criadas por alguma revista semanal que você lê em vez de estar fazendo alguma coisa útil para a sua vida.
Não vou mais contar história; o importante é a casca, não a polpa da fruta. Da próxima vez eu posto uma foto e um poema sincrético qualquer.
Se você se sente ofendido, ligue para o 0800 e disque 2.
Boa noite.