domingo, setembro 20, 2009
sábado, setembro 19, 2009
Escola: limita e exclui; reflexo da sociedade.
O sistema educacional, depois de séculos, assume seu dilema: não consegue definir se integra ou se marginaliza. Na verdade, a escola padroniza, isto é, uniformiza o conhecimento e exclui o diferente. Ela fecha as portas à integração e uniformiza o comportamento do estudante marginalizando a originalidade.
A escola segue um modelo cartesiano de educação, que segrega as diferentes áreas do conhecimento, sem levar em conta a intertextualidade que se espera do estudante. Tal disjunção das ciências aponta para a burocratização da escola como preparo para a sociedade excludente regida pelas regras do modelo industrial.
Esse modelo cartesiano surge com a segunda revolução industrial, que sincroniza, especializa e padroniza a sociedade produtiva. Dessa forma, a educação fica contida nesse processo como representação clara da extensão do mundo fabril.
Assim, o fluxo de conhecimento, nas instituições de ensino, assume um caráter unidirecional; as idéias fluem do professor para o aluno, em vez de circularem, sem definição de origem ou de destino, o que proporcionaria um maior grau de integração, respeitando a individualidade no corpo discente.
Entender a escola como reflexo das necessidades industriais leva à compreensão de quão ultrapassado está o sistema de ensino diante das necessidades criativas do mundo contemporâneo.
G. Tritany
sábado, setembro 12, 2009
terça-feira, setembro 08, 2009
É com um livro de História
... na mão que perco a aula de literatura para refletir sobre meus atos e perceber que em poucos dias começa uma nova maratona, que este ano é tão bem esperada e calculada. Tudo vai dar certo, porque este é o meu objetivo, e eu boto fé nele!
Enquanto isso: Alguém discute Zé de Alencar na sala de aula...
na sala de estar, Zé já foi assunto... o próximo é Mario de Andrade, aquele que criou macunaíma - que comeu todo mundo atrás e pela frente do armário...
Bateu o sinal... fui!
Enquanto isso: Alguém discute Zé de Alencar na sala de aula...
na sala de estar, Zé já foi assunto... o próximo é Mario de Andrade, aquele que criou macunaíma - que comeu todo mundo atrás e pela frente do armário...
Bateu o sinal... fui!
segunda-feira, setembro 07, 2009
Eu quero as portas lacradas...
...e o mundo parado. Esta semana é minha. uhhh e no fim de semana tem vestibular!
É uma preparação de meses para uma prova de 4 horas... Divertido. Claro, porque o meu ano tem sido isso: questões, provas, livros, cursinho...
Tudo bem, minha mente está bem preparada e devidamente relaxada após um fim de semana fora acompanhado dos amigos e de amores.
Depois eu escrevo mais. Estou com saudades da sala de estar...
Bom feriado pra vocês, o meu está sendo entre textos e livros.
domingo, agosto 23, 2009
Imerso em meu Sofá Universo...
Acendo um cigarro e começo a contar histórias de um tempo não muito distante. Nem tudo sai como a gente espera.
Ela me ouvia atentamente, como uma criança que precisava de um pouco de antenção. Muito eu devia a essa criança; muito aprendi com ela sobre a vida, e um dia, quando eu menos esperava, ela disse "Adeus".
Eu sei lá como deveria me comportar. Era só um grito que me subia à garganta e eu não conseguia vomitar. Talvez fosse a saudade da irresponsabilidade que nutríamos.
Outro dia o telefone tocou. Era Gabriela; dizia: "estou de volta".
Eu sei que não a amo, mas um sentimento de dever me compele a protegê-la das intempéries. Grávida e com os olhos mais fundos que já vi, ela tem passado os dias frios comigo.
Parece-me que a vida não é bondosa com quem não se respeita.
Conheci-a na lagoa e saímos a tomar sorvete juntos. Parecia-se tanto comigo que até assobiava as canções ao vento.
E nem as páginas amareladas de um livro bem traduzido me tiravam sua imagem da cabeça. Foi embora e deixou o chapéu.
Sozinho, nunca mais pensei em encontrá-la. Comprei um terno, uma camisa nova e chinelos iguais àqueles de que eu gostava. E tudo parecia ter cheiro de novo. Nada parecia me enganar agora. Eu era quem era e podia rir em paz.
Nunca pensei que seria enganado novamente. Aqui estou eu, trouxa; amarrado aos cavalos que me levarão ao desconhecido novamente.
Na imensidão do meu sofá universo, conto a vocês que a minha cachaça já se esgotou há muito, e cana como aquela não há mais no mundo. Mundo nosso que está ferido por dentro e por fora. Chora e esfria.
Ao meu lado, tem uma foto nossa. Dos tempos de criança... naquela época eu sabia sorrir de verdade. Se me perguntarem agora o que era aquilo: Era uma família.
Eu não tenho mais. Talvez um dia nós voltemos a nos sentir família uns com os outros, mas até lá, eu vou me esconder e sorrir.
Viver não tem sido a minha fuga. E ver você novamente não vai me fazer feliz. Feche essa porta e apresente-se à sua vida.
domingo, agosto 09, 2009
Eu vou de avião. Não sei se volto.
Ontem eu estava largado no sofá, enquanto compravam-se passagens ao Rio de Janeiro.
Começa em setembro uma onda de provas e surpresas que eu quero levar numa boa, com carinho e sem nervosismo.
Neste ano, tudo parece mais certo. A coisas estão se encaminhando para o lugar certo e eu já não tenho medo de errar. A felicidade visível em meu rosto entrega meus pontos; e dá pra notar que apesar das dúvidas, estou bem resolvido.
Fica a seguinte idéia:
Eu busco meus objetivos para ser feliz; mas se eu não for feliz, de que adianta ir atrás desse objetivo?
As coisas mudam, as pessoas mudam. Eu estou certo sobre o que eu quero. Não preciso de mais pressão, obrigado.
Se for pra me pressionar, procura alguém diferente, porque eu já tou carregando um bonde.
segunda-feira, agosto 03, 2009
Cinética...
Ela passeava ao meu lado com um super sorvete, quando perguntaram:
- Quero ver gastar isso tudo aí depois!
Eu respondi: "Isso não vai ser problema!"
Ao que ela completou: " É muito amor, muito amor"
E eu corrigi: "É muita cinética!"
E fomos embora rindo um pro outro.
domingo, agosto 02, 2009
Que fazer?
Que fazer num domingo?
Eu sei, que é um dia como qualquer outro, mas eu acabei perdendo o costume de viver este dia.
Que vocês fazem? Assistem a filmes ou à televisão? Vão à casa de amigos pra jogar pôquer?
O meu sonho de domingo era acordar cedo, estudar o pouco que me desse vontade e sair pra passear, voltando só de noitinha pra ler um livro bom e dormir. Meio simples, né? É normal pra mim, que assumi viver uma rotina. Mas é triste, que não dá vontade de fazer nada neste dia, que não é segunda-feira, e não é sábado. Ontem foi festa, amanhã trabalho, e hoje: bode. Domingo é mais ou menos assim: Não posso trabalhar, porque já vou fazer isso amanhã e depois. Também não posso curtir muito, porque amanhã estarei cansado demais pra trabalhar.
Quer saber? O bom é decretar que a segunda-feira vai ser um dia de descanso.
É bobo, mas segunda-feira podia ser um dia de trabalho bem light, pra você chegar no trabalho e sentar num sofá tomando suco de laranja.
Hoje isso daqui tá um saco. Acho que vou ligar minha guitarra. Foda-se o resto.
Eu quero...
Acabar logo com esse estresse; quero ser aprovado neste período teste de um ano.
Eu quero uma barraca, num final de semana de sol, acampado de onde possa ouvir o som do mar e sentir o cheiro da maresia. Ao nosso lado, quero um garrafão de vinho e uma cesta de frutas. Deus sabe que eu mereço um pouco de carinho.
Assim que tudo parecer mais claro, o calor nos invadir e o sol aparecer, vamos fugir por um tempo só nosso. E, como sempre tem sido quando estamos juntos, o tempo vai correr torto, diferente; maluco.
Apesar de tudo isso, eu quero ficar aqui; quero morar sozinho e ter o tempo do mundo para ser feliz aqui. E ao mesmo tempo, eu quero sair daqui. Eu quero estudar fora, eu quero viver um tempo louco. E voltar depois de dez anos talvez seja difícil
"Dói ouvir isso, sabe?" foi o que me cantou no ouvido hoje a razão. Dói. É difícil acreditar que ninguém há de sair magoado desse absurdo de desejos e sonhos. Ainda há muito tempo pela frente. 2 meses passaram voando. Voando tanto quanto as tardes reclusas.
"Se você durar, levo-te a acampar"
Foram-se duas semanas entre o repouso e a tensão. Duas semanas sem estudo regular. Duas semanas em que o inverno pareceu mais vivo, e ainda tenho a impressão de que tudo vai passar mais rápido daqui pra frente.
E que venha agosto.
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