sábado, outubro 24, 2009

Hoje eu sou um estudante, são quase 4 da manhã...

... e cá estou. Acordei há mais ou menos uma hora atrás com o sentimento de que tudo tem sido importante, e que todo o tempo tem sido novo.
Para mim, esse estágio transitório, dignificado pelo alto custo de um curso de baixo reconhecimento, significa um leque de caminhos, uma encruzilhada da vida. Vida, que é, para mim, um apanhado de situações e de diferentes humores, um esbarrão entre tudo o que eu achava que era a verdade e tudo o que "pode ser" a verdade. Ninguém sabe o que é verdade.
Ainda é madrugada e tudo em que consigo pensar é que a vida vai continuar mudando; e eu vou continuar mudando, mas ainda acredito no que pra mim, uma vez, foi real. Viver.
Eu quero vencer horizontes, quero crescer, tornar-me independente, quero resolver a minha cabeça, andar pelas ruas de mil cidades, para as quais viajarei a meus custos! Eu quero abraçar os velhos amigos num bar; dizer pra mim mesmo que vale a pena estar sentado nesta cadeira AGORA.
Tem gente indo dormir agora - a festa acabou cedo; tem gente acordando agora, vai dar duro no sábado...
Tem gente que deve estar sonhando gostoso, ou abraçado com quem gosta.
Hoje sinto que não tenho vínculos; tenho sabores prediletos. Tudo aquilo que me atrai não me prende, mas me orbita. E a graça está na simplicidade com que entendo as situações; minha vida é repleta de alegrias - Graças a Deus. E se você acredita num deus, numa força maior, numa energia vital, agradeça. Se você tem uma vida boa; se olha para trás e vê todas as companhias felizes, todos os amores ingratos, as despedidas divertidas, os dias monótonos e as praias calmas; se olha pra trás e vê que não está sozinho, que tem amigos, que tem casa, tem almoço e tem livros... se você ama, agradeça. Agradeça, porque nem tudo se consegue sozinho. No mínimo, agradeça aos seus pais, aos seus avós, aos amigos, às namoradas, às outras namoradas... agradeça a quem lhe escreve. Eu agradeço de maneira singela: Obrigado, nada seria a mesma coisa sem você, nada teria o mesmo gosto, você me ouve, me lê, me entende, não me entende...
Obrigado, sou grato a tudo que tem feito por mim. Se eu pudesse, sorriria agora.
Hoje encontrei uma amiga. Ontem, aliás. Encontrei amigas, mas uma delas me fez lembrar que a vida tem passado muito mais rápido do que o relógio, e tá difícil de acompanhá-la junto dos personagens dessa história. A vida tem mudado tão depressa, que, não consigo olhar pra trás e dizer: nossa, aconteceram muitas coisas! De fato elas foram muitas... a história se mostra repleta de eventos intrigantes, mas é tão pouco tempo! Ainda não sei o que o futuro me reserva, mas agora está gostoso. Hoje eu estou feliz, sou um estudante, me orgulho disso, porque a cada dia aprendo mais e mais, e a cada segundo minha mente se molda para compreender o mundo em que vivo; sou um estudante...
Obrigado, tá na minha hora de sentar com um bom livro; e descobrir que essa velocidade que me atrai vem do ar que eu respiro junto com vocês.
Eu queria que você, quando visse isto, refletisse sobre quem você é, o que você tem feito, quem tem lhe ajudado, e a quem você deve agradecer. Muitas vezes não nos damos conta de que tudo passa muito rápido, e talvez amanhã não estejamos mais aqui.
Tudo vai mudar, nada vai mudar. É verdade. Eu amo.

domingo, outubro 18, 2009

Nós temos de promover a justiça social...

para que os governantes parem de desviar nosso dinheiro para o buraco sem fundo que é o tal do fundo social!
Por hoje, é só isso.

sábado, outubro 10, 2009

É sábado...

e o dia está muito bonito. Já escrevi a redação da semana, e só me preocupa a biologia de Martho.
Sábado é um dia perfeito pro roquenrou; especialmente se for uma boa farofada hard rock dos anos oitenta... daquele jeitinho dançante que dá vontade de beber cerveja e improvisar solos de guitarra gritantes.
Sábado em que dá saudade da rapazeada, dá saudade das tardes quentes e do meu violão cujos trastes enferrujados pelo tempo ainda me machucam os dedos.
Com os óculos escuros na cara, saímos à rua pra olhar as meninas, e descobrimos que dessas meninas dos olhos, nunca conseguiremos nada além dos belos sorrisos e das despedidas sem sal.
Em floripa, os adolescentes vão surfar na praia mole, porque hoje é festa pra eles; as patricinhas vão ao shopping; as bandas vão jammear... e eu rezo pra que a minha boa companheira queira me ver mais uma vez, nem que seja pra me ler nos olhos o quanto preciso dela.
Hoje acordei tarde, e pra mim ainda é de manhã. O suave roncar do estômago avisa que não é tão cedo assim, mas ainda há muito que ler, e, graças ao meu Criador, o dia pra mim tem trinta horas curtinhas e seis minutos de ócio para cada bom momento.
Eu sei, posso sonhar. Bom sábado pra vocês.


terça-feira, outubro 06, 2009

Na casa da namorada

... onde nem tudo são sonhos, parece a minha alma querer ficar tão tranquila quanto o corpo.
É divertida a companhia da miniatura que nos segue falando em um idioma muito difundido entre os mais evoluídos, mas tão desconhecido entre nós, entorpecidos pelos limites propostos pelas nossas cabeças de televisão...
E enquanto todos conversam no sofá, há uma vontade; uma força magnética a que nos opomos, só por medo de uma reação paterna.
Quem poderá julgar? Só quem tem filha para saber.
Fiz até a barba para não desagradar a família... Alguns diriam que eu estou mudando, que não sou o mesmo. É, mas eu avisei!
Tá quase na hora, e eu estou quase preparado...
É 10.1? É.

domingo, setembro 20, 2009

Lembrete para mim mesmo:

"stay hungry; stay foolish". só pra não esquecer.

sábado, setembro 19, 2009

Escola: limita e exclui; reflexo da sociedade.

O sistema educacional, depois de séculos, assume seu dilema: não consegue definir se integra ou se marginaliza. Na verdade, a escola padroniza, isto é, uniformiza o conhecimento e exclui o diferente. Ela fecha as portas à integração e uniformiza o comportamento do estudante marginalizando a originalidade.
A escola segue um modelo cartesiano de educação, que segrega as diferentes áreas do conhecimento, sem levar em conta a intertextualidade que se espera do estudante. Tal disjunção das ciências aponta para a burocratização da escola como preparo para a sociedade excludente regida pelas regras do modelo industrial.
Esse modelo cartesiano surge com a segunda revolução industrial, que sincroniza, especializa e padroniza a sociedade produtiva. Dessa forma, a educação fica contida nesse processo como representação clara da extensão do mundo fabril.
Assim, o fluxo de conhecimento, nas instituições de ensino, assume um caráter unidirecional; as idéias fluem do professor para o aluno, em vez de circularem, sem definição de origem ou de destino, o que proporcionaria um maior grau de integração, respeitando a individualidade no corpo discente.
Entender a escola como reflexo das necessidades industriais leva à compreensão de quão ultrapassado está o sistema de ensino diante das necessidades criativas do mundo contemporâneo.
G. Tritany

sábado, setembro 12, 2009

Calorzinho bom.

Tou no rio. Amanhã tem vestibular; segunda de manhã eu volto.
Ui, que pressa!

terça-feira, setembro 08, 2009

É com um livro de História

... na mão que perco a aula de literatura para refletir sobre meus atos e perceber que em poucos dias começa uma nova maratona, que este ano é tão bem esperada e calculada. Tudo vai dar certo, porque este é o meu objetivo, e eu boto fé nele!
Enquanto isso: Alguém discute Zé de Alencar na sala de aula...
na sala de estar, Zé já foi assunto... o próximo é Mario de Andrade, aquele que criou macunaíma - que comeu todo mundo atrás e pela frente do armário...
Bateu o sinal... fui!

segunda-feira, setembro 07, 2009

Eu quero as portas lacradas...

...e o mundo parado. Esta semana é minha. uhhh e no fim de semana tem vestibular!
É uma preparação de meses para uma prova de 4 horas... Divertido. Claro, porque o meu ano tem sido isso: questões, provas, livros, cursinho...
Tudo bem, minha mente está bem preparada e devidamente relaxada após um fim de semana fora acompanhado dos amigos e de amores.
Depois eu escrevo mais. Estou com saudades da sala de estar...
Bom feriado pra vocês, o meu está sendo entre textos e livros.

domingo, agosto 23, 2009

Imerso em meu Sofá Universo...

Acendo um cigarro e começo a contar histórias de um tempo não muito distante. Nem tudo sai como a gente espera.
Ela me ouvia atentamente, como uma criança que precisava de um pouco de antenção. Muito eu devia a essa criança; muito aprendi com ela sobre a vida, e um dia, quando eu menos esperava, ela disse "Adeus".
Eu sei lá como deveria me comportar. Era só um grito que me subia à garganta e eu não conseguia vomitar. Talvez fosse a saudade da irresponsabilidade que nutríamos.
Outro dia o telefone tocou. Era Gabriela; dizia: "estou de volta".
Eu sei que não a amo, mas um sentimento de dever me compele a protegê-la das intempéries. Grávida e com os olhos mais fundos que já vi, ela tem passado os dias frios comigo.
Parece-me que a vida não é bondosa com quem não se respeita.
Conheci-a na lagoa e saímos a tomar sorvete juntos. Parecia-se tanto comigo que até assobiava as canções ao vento.
E nem as páginas amareladas de um livro bem traduzido me tiravam sua imagem da cabeça. Foi embora e deixou o chapéu.
Sozinho, nunca mais pensei em encontrá-la. Comprei um terno, uma camisa nova e chinelos iguais àqueles de que eu gostava. E tudo parecia ter cheiro de novo. Nada parecia me enganar agora. Eu era quem era e podia rir em paz.
Nunca pensei que seria enganado novamente. Aqui estou eu, trouxa; amarrado aos cavalos que me levarão ao desconhecido novamente.
Na imensidão do meu sofá universo, conto a vocês que a minha cachaça já se esgotou há muito, e cana como aquela não há mais no mundo. Mundo nosso que está ferido por dentro e por fora. Chora e esfria.
Ao meu lado, tem uma foto nossa. Dos tempos de criança... naquela época eu sabia sorrir de verdade. Se me perguntarem agora o que era aquilo: Era uma família.
Eu não tenho mais. Talvez um dia nós voltemos a nos sentir família uns com os outros, mas até lá, eu vou me esconder e sorrir.
Viver não tem sido a minha fuga. E ver você novamente não vai me fazer feliz. Feche essa porta e apresente-se à sua vida.