quarta-feira, dezembro 01, 2010

É disso que são feitos os sonhos…

Emprestando a frase do Van Halen pra iniciar uma postagem bastante sem sentido, talvez porque ela trate dos meus sonhos.

Essa noite, fui dormir com a certeza de que ia sonhar, adoro isso. Algumas coisas se misturaram, e eu pude sentir na pele algumas coisas rudes que já falei pra quem eu amo.

O mais curioso foi o último sonho, no qual eu estava morando numa sala de aula DENTRO do CCS, dormindo num beliche e cozinhando minha comida na faculdade também, com tudo o que eu comprava das feiras orgânicas que rolam.

E sei lá, eu dizia pra mim mesmo (no sonho): é tarde, vou descansar, tá na hora, estou tão cansado. E corria de um lado pro outro resolvendo problemas e me assustando com bonecos que sumiam ao toque, como voodoos pendurados pra assustar dentro de um banheiro público…

E no meio da correria, cheio de medos e incertezas, mas com um sono grande e uma vontade de sonhar: o despertador toca, e eu sei que já é hora de acordar. Mas me vem à mente uma idéia de que eu fiquei correndo pra lá e pra cá a noite toda, e não dormi nada. Por instantes, foi como se o sonho se integrasse à minha realidade, e eu não tivesse como dizer se aquilo foi real ou se foi sonho.

Estou vivendo assim, já não sei diferenciar os dois. Sei lá, talvez seja legal deixar rolar.

G. Tritany

segunda-feira, novembro 22, 2010

Tirando um tempo pra viver…

Talvez não seja a melhor hora, mas eu estou focado nas coisas que vão melhorar a minha vida, que vão me integrar ao mundo em que estou inserido, que vão acabar com essa angústia no meu peito.

Não, eu não estou pondo fim a um amor que começou faz um ano e meio; eu estou começando uma maneira diferente de amar sem sofrer tanto, porque eu não posso mais continuar a viver os “melhores anos da minha vida” sofrendo. Isso significa que eu preciso estar solteiro, eu preciso estar com a cabeça em mim, com o coração fechado, com o sexo exposto e talvez com a visão de quem só quer o melhor.

Por algum motivo, eu me sinto bem quanto a tudo o que está mudando, mas também me sinto arrasado quando estou só. Acontece que aqui estou muito sozinho, muito largado… E talvez radicalizar seja a resposta. Radicalizar mesmo. Partir pra uma solidão legal, que me faça conhecer quem sou de verdade, que me mostre como posso gostar de mim mesmo e como posso voltar a ser eu mesmo. Foi muito bom ter percebido isso. A partir do momento em que eu percebo que não estou agindo como eu agiria, tudo muda.

O parágrafo que se redige agora é novo, a idéia que deságua em minha cabeça também é nova, parece que tudo vai ser diferente daqui pra frente.

Eu estou sentindo saudades da minha sala de estar, saudades de sentar com a minha cerveja e viajar no tempo. Saudades de curtir até tarde, sem amanhã. Acho que agora é a hora de eu me despedir, convidando a quem quiser se juntar comigo que me procure.

Ah, que vontade de sentar com uma pessoa nova (ou com um velho amigo) em um café e conversar sobre a vida até a tarde passar…

Eu sou um ser diurno.

G. Tritany

domingo, outubro 24, 2010

Você ACHA que estudou muito…

Sabe quando chega o final do ano e o friozinho na sua barriga aumenta, a água bate na bunda e é a hora de mostrar tudo o que você aprendeu no vestibular? Então… Eu concordo, com toda a sinceridade da qual sou capaz, que o vestibular é injusto. Se fosse justo, não teria tanto brasileiro fazendo medicina na Argentina. O Lance é que você, por algum motivo inexplicável, não consegue encontrar o seu nome na lista de aprovados. Calma, não é tão inexplicável, você não estudou tanto assim. Mas fique tranquilo, como estava escrito na camisa de um paulista desses que passou no seu lugar: “NO STRESS, Vestibular tem todo ano”.

Tá, estou sendo muito duro, alguém pode se sentir ofendido, e a intenção não é essa. Na verdade, o objetivo desse texto é dizer que o cérebro funciona assim: ele grava as situações que você imaginou com TANTA veracidade, que você acaba tendo elas como verdadeiras. Quer ver um exemplo mais simples: sabe aquele sonho embaraçoso que você teve com algum colega de sala, e você passa metade da sua manhã se perguntando se aquilo aconteceu mesmo ou foi só sonho? Isso é o poder do seu cérebro.

Conheço gente que estudou mais do que eu, não passou pra nenhuma UF, mas talvez não estivesse tão focado no estudo quando estava com o livro na cara. O que eu estou querendo dizer é que o estudo pro vestibular é muito mecânico, então você pode ter acabado agora mesmo uma sessão enorme de questões de biologia de vestibular, e não saber responder a uma questão simples sobre o que você estudou. Isso acontece porque o tipo de estudo baseado em exercícios, principalmente aqueles de múltipla escolha, não obriga o estudante a realmente PENSAR sobre o assunto em questão. Ele permite que você “estude” enquanto ouve música ou enquanto conversa amigavelmente com a pessoa próxima a você. Por isso eu defendo as provas de questões difíceis e discursivas, pra realmente selecionar os melhor preparados, ou seja, aqueles que realmente se dedicaram, que passaram várias noites imaginando aquilo que precisavam estudar, reorganizando suas rotinas pra dedicar todo o tempo e toda a energia possíveis a brigar por uma vaga na universidade…

Sabe uma coisa que também pode enganar a sua percepção? Saca só: Mariazinha nunca estudou direito na vida. Sempre falcatruou os estudos, aí resolve fazer vestibular: Vai pra biblioteca um dia, e encontra uma amiga, que estava estudando há mais tempo. Aí ela diz: “Nossa, amiga, você TAMBÉM frequenta a biblioteca?”. Na saída para casa, Mariazinha, toda feliz, encontra um amigo: “Olha, estou exausta, passei a TARDE INTEIRA estudando ali na biblioteca … Pois é, agora venho aqui TODOS OS DIAS”; Quando chega em casa, Mariazinha diz aos pais : “Eu tenho estudado muito, mereço um descanso … Tá duvidando? Pergunta pra Aninha se ela não tem me encontrado SEMPRE na biblioteca!

Bom, já deu pra sacar que essa bola de neve não é intencional, mas ela é criada porque você passa a acreditar mesmo no que diz.

Estou contando essa história porque eu sei que também sou assim, várias vezes eu aumento sem intenção um ponto, quando conto minha rotina, assim como eu dizia que nadava TODO DIA, o que não é verdade, mesmo porque eu não tenho aula todo dia.

Só pra não perder o foco: vestibular é uma merda mesmo, é um sistema mal preparado, que não tem a menor capacidade de selecionar os mais merecedores, até porque TODOS pagam impostos e TODOS têm direito à universidade pública e gratuita! Se você não conseguiu passar dessa vez, não desista! Mas preste atenção à maneira como está estudando, pra não cair no mesmo erro; desde que eu era estudante do Colégio Militar eu ouço: Não adianta estudar MUITO, se você não estudar CORRETAMENTE.

E vamos ser sinceros, se o cara sentado perto de você puder passar pro curso que for, você também pode! Sente a bunda numa biblioteca próxima de você, ou aproveite a internet pra baixar material de estudo. E bom estudo!

G.Tritany

segunda-feira, outubro 11, 2010

Escuto um som antigo;

Um roquenrou que embalou muitas das minhas farras adolescentes, mantenho meu antigo boné na cabeça, o que me faz aproximar a minha imagem à de um lenhador ou caminhoneiro. Com essa barba grande… Ainda bem que não ouço reclamações da namorada. Ainda sinto seu perfume em minhas roupas. Não um perfume qualquer, mas um perfume só seu, tão raro quanto a felicidade dessa nossa semana juntos.

Sua falta me traz lágrimas aos olhos, mas isso passa. Passa todo dia e volta pela manhã, quando eu tenho a certeza de que eu não vou te ver nem hoje, nem amanhã, nem daqui a um longo mês. Felizmente, existe a esperança em meu coração. Eu sei que quando estivermos juntos novamente, vou rir à toa da nossa vida cheia de obstáculos, que nos leva à cama apertada em meu quarto, e me faz pensar o quanto a vida poderia ser diferente. Mas não, eu não volto atrás. Somos mais fortes agora do que éramos há 6 meses atrás, muito mais seguros. Somos mais íntimos hoje que ontem, e mais amanhã que hoje.

Adoro a maneira como essas voltas pra casa me fazem refletir… De qualquer forma, só quero dizer que sofro por não estar lá mais um pouquinho, cada segundo que pode ser alongado mais um pouco, cada beijo, cada sorriso… E as fotos que você guarda me fazem uma falta incrível, para que eu possa sorrir enquanto relembro nossos momentos divertidos.

Bom… de volta à luta; dessa vez, mais do que nunca, vai ser violenta.

G.Tritany

segunda-feira, setembro 20, 2010

Você sabe ler?

Então usa isso pra alguma coisa útil! Pelo menos que seja pra formar a sua própria opinião!

Me irrita profundamente a atitude tomada por algumas pessoas que limitam seu conhecimento às opiniões infantis que circulam através de vídeos sem sentido pela internet. Não que eu esteja criticando tal autor, afinal quem sou eu pra julgar a opinião dele, que muitas vezes até bate com a minha. Mas daí a tornar tal conteúdo meu bordão opinativo? Que é isso, mina gente?

Se você sabe ler, leia tudo sobre tudo o que é assunto! E não venha dizer que não tem tempo pra isso; tempo é tudo o que temos. Do contrário, você vai continuar exibindo a opinião de outras pessoas através de frases repetidas, das quais você talvez nem entenda o significado.

Toda informação que recebemos passa por algum ou alguns filtro(s) até chegar a nós. Isso significa que você nunca vai ouvir uma notícia completa, ela normalmente virá sob a forma de resumos alterados de acordo com a intenção de quem os transmite. Ou você sempre achou que o majestoso jornal da nação mostrava alguma coisa imparcial? Claro que não, o dono da empresa, chefe de edição, o jornalista, o jornaleiro, você, o seu vizinho fofoqueiro – todos têm uma opinião, e cada um vai contar uma história de acordo com aquilo que lhe for mais conveniente.

Em suma, é só pra dizer que estou cansado de ver essa gente transmitindo o discurso vago e ridículamente sem conteúdo que rola na internet. Pare e pense, você não é capaz de dizer nada melhor sozinho?

Bom dia. Aproveite seu tempo, largue esse romance juvenil de lado e vá ler alguma coisa que te enriqueça.

G.Tritany

sábado, setembro 11, 2010

A vida não espera

E enquanto eu pensava nessa sentença, lembrava dos momentos que me trouxeram à tona a emoção com força. “Life Won’t Wait” do novo álbum do Ozzy reflete minha mente no momento, e é assim que tenho seguido, tendo na cabeça que a vida é agora e que esse sol vai passar se eu não me jogar na praia hoje.

Bom dia.

G.Tritany

quarta-feira, setembro 08, 2010

O meu orgulho pede uma sede.

E isso é imutável. Não são duas ou três cervejas que vão mudar. Eu sei que eu deveria aceitar humildemente que as coisas estão mais ou menos onde deveriam estar, mas a história é sobre ignorância de uma corja dominante.

A minha escola é a mais antiga, tem 202 anos e ainda vai durar mais duzentos, se o governo não cometer mais nenhuma atrocidade e se ainda houver cobrança dos estudantes por algo melhor. A questão é que a Faculdade Nacional de Medicina não existe mais. Deixou de existir um ano depois que a escola passou a se chamar Faculdade de Medicina da UFRJ e foi transferida para o fundão, principal campus da então chamada Universidade do Brasil. O saudosismo é pura questão de orgulho, e eu tenho esse orgulho. Não me leve a mal, mas eu tive boas e más experiências com militares e posso dizer que entendo o que aconteceu.

O fato é que a minha escola não tem uma sede. Tente andar pelos corredores do centro de ciências da saúde e perguntar onde fica a faculdade de medicina. Certamente uma alma caridosa saberá explicar que até há uma salinha onde se encontra uma secretaria, mas que ela fica próxima a um piano e a outras relíquias que ninguém sabe onde guardar. Queria eu sentir o orgulho de entrar todo dia por aquela frente do CCS e dizer: também faço parte dessa história. E se você vai ficar irritadinha comigo, pode fechar esta página, não há nada aqui que não seja eu, de cabo a rabo.

Em 1973, por força de um novo regime no Brasil, a reforma universitária que renomeou a UFRJ, decretou a transferência da Faculdade de Medicina para o Fundão, onde ela foi dividida em várias unidades (o que dificulta a comunicação). Logo após a transferência, em 1975, o lindo prédio da Faculdade Nacional de Medicina foi demolido, durante o governo Médici. Vale lembrar que a ignorância suplantou a consciência, que a brutalidade suplantou a razão e que eu sinto tanta, tanta pena daqueles pobres coitados, assim como também sinto uma enorme pena por não poder conhecer a arquitetura que até hoje inspira imagens ilustrativas. Dá a entender que algo bonito era aquele espaço. Qualquer um que se interessar pode fazer uma visita virtual ao prédio, e eu juro que é bem provável que vá adorar.

Mas, sinceramente, por que estou eu aqui resmungando à queda de uma morada? Orgulho? Também. A realidade é que o orgulho e o prazer pessoal sempre suplanta o coletivo, isso é notório numa sociedade em que homens públicos têm tanto dinheiro que este poderia ser usado para alimentar os 50% mais pobres por mais de 10 anos. Além desse quesito, vale lembrar que há uma enorme burocracia hoje na Faculdade de Medicina. Tal entrave é gerado pela distância física entre os seus vários órgãos corporativos. Isso não quer dizer que a internet não possa fazer o serviço integrativo, mas que a união física transpõe barreiras burocráticas enormes.

De qualquer maneira, fica registrada minha angústia. Chego a me preocupar, será que não devia estar me engajando em assuntos mais importantes? Acho que não. O que me vem à cabeça é uma enorme tristeza e uma vontade de ter presenciado época em que tal escola tinha alunos unidos, que pensavam alto, que pensavam a favor do Brasil, que realmente mereceram carregar no peito a palavra Nacional no nome de sua faculdade; Àqueles que lutaram contra o regime e que se uniram por algum ideal, meus cumprimentos. Aos jovens que hoje não sabem o que pode significar a palavra “ideal”, meus pêsames.

G.Tritany

segunda-feira, setembro 06, 2010

Sem uma lágrima,

…eu comemoro a chuva, visitante que há muito não bate à minha porta. Ela vem junto com a vontade de sentar à varanda e beber um café gostoso no meio da tarde. Mesmo assim, o roquenrou não pára de vibrar em minhas veias, pelas quais atinge o coração, de ritmo tão acelerado como os bumbos duplos de Heavy Metal. A vida anda tão corrida, que no fim de semana dá uma vontade enorme de ficar em casa, curtindo a vida reclusa.

Um momento de ócio, e a tela brilha novamente, mostrando outro artigo à minha frente. Eu não reclamo, cada compromisso é uma nova maneira de organizar minha rotina. Tudo o que mais tenho é tempo, e saber administrá-lo é a maior arte.

Ontem nós conversamos muito, e ela me disse que se sentia insegura, disse que não sabia o que a faria diferente. Isso ninguém sabe, meu amor; quando chegar a hora certa, o sábio conhecerá a si próprio, talvez a mais ninguém.

Mais uma vez repito: quem busca o impossível chega muito alto; quem busca algo que está alto nunca alcança.

Com preguiça de me expressar melhor hoje; desculpa.

G.Tritany

sábado, setembro 04, 2010

Enquanto você espera aí sentado,

Tudo pode acontecer. Essa sentença, tão repetida por mim há poucos anos, volta à minha mente e me faz refletir o quão dinâmica pode ser a vida. Ou não.

@dropsdotrita

quarta-feira, setembro 01, 2010

E fico devendo 2

E as pessoas vão se chegando, e vão saindo, e saindo… Acontece que eu só fico devendo, e acho que estou entendendo que é mais ou menos isso a rotina do médico. Claro, ainda estou muito longe dela, mas dá pra sentir o cheiro da agenda lotada chegando. O que não é de todo ruim, desde que se consiga separar uns segundos ociosos pra respirar.

Só consigo dizer que continuo devendo; fico devendo encontrar pessoas, textos pra escrever, amigos pra visitar, telefones pra ligar, coisas pra consertar… Acho que a gente acaba aprendendo a se organizar, a jogar tudo pra um momento oportuno, quando você aproveita todo o tempo pra resolver aquilo que é preciso. Acho que talvez isso seja um outro tipo de disciplina. Quem sabe, é a disciplina de quem resolve brincar de super-homem, e percebe que nem é tão super-homem assim, logo que tudo passa. A gente cresce e percebe que tudo tem seus pesos, e que há de se fazer concessões pra chegar a um objetivo.

É claro, que se meu dia tivesse umas 37 horas e ninguém soubesse disso, ia ser ótimo. Até porque se soubessem, as trinta e sete horinhas estariam ocupadas tanto quanto é o tempo que eu gasto escrevendo aqui, com as folhas me olhando de canto e dizendo: VASCULARIZAÇÃO CEREBRAL, GRUPO DE DISCUSSÃO…

A verdade é que eu sinto um pouco de falta de sair mais à noite, mas talvez essa liberdade fique um pouco limitada pelo sistema de transporte público, que atravanca minha vida mais do que ajuda. Apesar disso, sei que vale muito à pena concentrar meus esforços em muitas noites de estudo, pra folgar quando todo mundo estiver apertado.

Entenda, se eu falei que ia fazer algo e ainda não fiz, eu ainda lembro, mas talvez demore pra eu ter tempo pra isso. Me liga, marca uma hora e a gente resolve.

Bom, já estou demorando muito, e talvez seja hora de correr.

G. Tritany