Tou no rio. Amanhã tem vestibular; segunda de manhã eu volto.
Ui, que pressa!
sábado, setembro 12, 2009
terça-feira, setembro 08, 2009
É com um livro de História
... na mão que perco a aula de literatura para refletir sobre meus atos e perceber que em poucos dias começa uma nova maratona, que este ano é tão bem esperada e calculada. Tudo vai dar certo, porque este é o meu objetivo, e eu boto fé nele!
Enquanto isso: Alguém discute Zé de Alencar na sala de aula...
na sala de estar, Zé já foi assunto... o próximo é Mario de Andrade, aquele que criou macunaíma - que comeu todo mundo atrás e pela frente do armário...
Bateu o sinal... fui!
Enquanto isso: Alguém discute Zé de Alencar na sala de aula...
na sala de estar, Zé já foi assunto... o próximo é Mario de Andrade, aquele que criou macunaíma - que comeu todo mundo atrás e pela frente do armário...
Bateu o sinal... fui!
segunda-feira, setembro 07, 2009
Eu quero as portas lacradas...
...e o mundo parado. Esta semana é minha. uhhh e no fim de semana tem vestibular!
É uma preparação de meses para uma prova de 4 horas... Divertido. Claro, porque o meu ano tem sido isso: questões, provas, livros, cursinho...
Tudo bem, minha mente está bem preparada e devidamente relaxada após um fim de semana fora acompanhado dos amigos e de amores.
Depois eu escrevo mais. Estou com saudades da sala de estar...
Bom feriado pra vocês, o meu está sendo entre textos e livros.
domingo, agosto 23, 2009
Imerso em meu Sofá Universo...
Acendo um cigarro e começo a contar histórias de um tempo não muito distante. Nem tudo sai como a gente espera.
Ela me ouvia atentamente, como uma criança que precisava de um pouco de antenção. Muito eu devia a essa criança; muito aprendi com ela sobre a vida, e um dia, quando eu menos esperava, ela disse "Adeus".
Eu sei lá como deveria me comportar. Era só um grito que me subia à garganta e eu não conseguia vomitar. Talvez fosse a saudade da irresponsabilidade que nutríamos.
Outro dia o telefone tocou. Era Gabriela; dizia: "estou de volta".
Eu sei que não a amo, mas um sentimento de dever me compele a protegê-la das intempéries. Grávida e com os olhos mais fundos que já vi, ela tem passado os dias frios comigo.
Parece-me que a vida não é bondosa com quem não se respeita.
Conheci-a na lagoa e saímos a tomar sorvete juntos. Parecia-se tanto comigo que até assobiava as canções ao vento.
E nem as páginas amareladas de um livro bem traduzido me tiravam sua imagem da cabeça. Foi embora e deixou o chapéu.
Sozinho, nunca mais pensei em encontrá-la. Comprei um terno, uma camisa nova e chinelos iguais àqueles de que eu gostava. E tudo parecia ter cheiro de novo. Nada parecia me enganar agora. Eu era quem era e podia rir em paz.
Nunca pensei que seria enganado novamente. Aqui estou eu, trouxa; amarrado aos cavalos que me levarão ao desconhecido novamente.
Na imensidão do meu sofá universo, conto a vocês que a minha cachaça já se esgotou há muito, e cana como aquela não há mais no mundo. Mundo nosso que está ferido por dentro e por fora. Chora e esfria.
Ao meu lado, tem uma foto nossa. Dos tempos de criança... naquela época eu sabia sorrir de verdade. Se me perguntarem agora o que era aquilo: Era uma família.
Eu não tenho mais. Talvez um dia nós voltemos a nos sentir família uns com os outros, mas até lá, eu vou me esconder e sorrir.
Viver não tem sido a minha fuga. E ver você novamente não vai me fazer feliz. Feche essa porta e apresente-se à sua vida.
domingo, agosto 09, 2009
Eu vou de avião. Não sei se volto.
Ontem eu estava largado no sofá, enquanto compravam-se passagens ao Rio de Janeiro.
Começa em setembro uma onda de provas e surpresas que eu quero levar numa boa, com carinho e sem nervosismo.
Neste ano, tudo parece mais certo. A coisas estão se encaminhando para o lugar certo e eu já não tenho medo de errar. A felicidade visível em meu rosto entrega meus pontos; e dá pra notar que apesar das dúvidas, estou bem resolvido.
Fica a seguinte idéia:
Eu busco meus objetivos para ser feliz; mas se eu não for feliz, de que adianta ir atrás desse objetivo?
As coisas mudam, as pessoas mudam. Eu estou certo sobre o que eu quero. Não preciso de mais pressão, obrigado.
Se for pra me pressionar, procura alguém diferente, porque eu já tou carregando um bonde.
segunda-feira, agosto 03, 2009
Cinética...
Ela passeava ao meu lado com um super sorvete, quando perguntaram:
- Quero ver gastar isso tudo aí depois!
Eu respondi: "Isso não vai ser problema!"
Ao que ela completou: " É muito amor, muito amor"
E eu corrigi: "É muita cinética!"
E fomos embora rindo um pro outro.
domingo, agosto 02, 2009
Que fazer?
Que fazer num domingo?
Eu sei, que é um dia como qualquer outro, mas eu acabei perdendo o costume de viver este dia.
Que vocês fazem? Assistem a filmes ou à televisão? Vão à casa de amigos pra jogar pôquer?
O meu sonho de domingo era acordar cedo, estudar o pouco que me desse vontade e sair pra passear, voltando só de noitinha pra ler um livro bom e dormir. Meio simples, né? É normal pra mim, que assumi viver uma rotina. Mas é triste, que não dá vontade de fazer nada neste dia, que não é segunda-feira, e não é sábado. Ontem foi festa, amanhã trabalho, e hoje: bode. Domingo é mais ou menos assim: Não posso trabalhar, porque já vou fazer isso amanhã e depois. Também não posso curtir muito, porque amanhã estarei cansado demais pra trabalhar.
Quer saber? O bom é decretar que a segunda-feira vai ser um dia de descanso.
É bobo, mas segunda-feira podia ser um dia de trabalho bem light, pra você chegar no trabalho e sentar num sofá tomando suco de laranja.
Hoje isso daqui tá um saco. Acho que vou ligar minha guitarra. Foda-se o resto.
Eu quero...
Acabar logo com esse estresse; quero ser aprovado neste período teste de um ano.
Eu quero uma barraca, num final de semana de sol, acampado de onde possa ouvir o som do mar e sentir o cheiro da maresia. Ao nosso lado, quero um garrafão de vinho e uma cesta de frutas. Deus sabe que eu mereço um pouco de carinho.
Assim que tudo parecer mais claro, o calor nos invadir e o sol aparecer, vamos fugir por um tempo só nosso. E, como sempre tem sido quando estamos juntos, o tempo vai correr torto, diferente; maluco.
Apesar de tudo isso, eu quero ficar aqui; quero morar sozinho e ter o tempo do mundo para ser feliz aqui. E ao mesmo tempo, eu quero sair daqui. Eu quero estudar fora, eu quero viver um tempo louco. E voltar depois de dez anos talvez seja difícil
"Dói ouvir isso, sabe?" foi o que me cantou no ouvido hoje a razão. Dói. É difícil acreditar que ninguém há de sair magoado desse absurdo de desejos e sonhos. Ainda há muito tempo pela frente. 2 meses passaram voando. Voando tanto quanto as tardes reclusas.
"Se você durar, levo-te a acampar"
Foram-se duas semanas entre o repouso e a tensão. Duas semanas sem estudo regular. Duas semanas em que o inverno pareceu mais vivo, e ainda tenho a impressão de que tudo vai passar mais rápido daqui pra frente.
E que venha agosto.
sexta-feira, julho 31, 2009
E o seu nome me parece arte, mas poeta não faz arte assim...
Eu sei que eu exagero, mas é porque tem sido bom.
É tão completo que parece que eu vivo a sinceridade que às vezes abro na mesa da sala de estar.
Ah, às vezes quero gritar ao mundo; compartilhar uma emoção.
É um tanto impossível, eu sei. Mas não sinto falta de alguém pra compartilhar, porque eu tenho. E me basta.
É temporariamente melhor, eu já dizia. É efêmero, eu sei. Vai passar, eu sei. Mas são coisas que já me doeram menos pra dizer.
Camila me diz coisas que me reparam os furos à bala feitos na alma.
É uma coisa maluca esse tipo de jogo, é um jogo diferente do qual estou acostumado.
É interrompido por estranhos parecidos com os quais me assombram normalmente, mas nem de longe me parecem ser um muro que não possa ser pulado.
Tudo bem, se estou falando de algo que não interessa a você, feche esta página e volte quando a postagem lhe for interessante, oras! Prometo que não vai doer nada.
É que nem tudo me é novo, mas tudo cheira como novo. Sabe cheiro de novo? adoro!
E a complementariedade se dá no fato único de não precisarmos de nada pra fazer. Simplesmente é suficiente a companhia.
Se eu disse um dia não estar feliz, era porque estou ruindo. Algo me ataca o fígado, ataca o sono, ataca o sexo. Algo me faz mal, e eu sei o que é. Minha cura, já a encontrei. Meu tratamento é lento, tranquilo, prazeroso. Vem como vêm as tardes de inverno e é aconchegante como o sofá vermelho que nos traz juntinhos.
Já foi menos difícil dizer que não esperava nada, e que cada dia poderia ser o último. Ainda pode, mas não significa que isso me seja fácil de assumir.
É claro que eu tenho medo de assumir mil coisas, mas acho que já assumi tudo e ainda não percebi. Nada mais do que eu já falei há para ser revelado; apenas pode ser remexido. Eu morro de medo de me frustrar, mas pelo menos, já sei que pode acontecer e talvez agora haja um furo em minha armadura. Estou dizendo que eu já não sou lá tão forte quanto era antes.
E alguém me magoa muito quando diz que eu não tenho esse direito; direito de gostar, de curtir, de sentir como qualquer pessoa. Talvez eu não tenha. Talvez eu esteja fadado aos pequenos cortes entre as paixões avassaladoras de curta duração e a minha resistência em me entregar. Mas acredito ter, no mínimo, direito de experimentar. É feio se privar de sentir o que é bom, para não sentir o que é ruim. Eu ainda tenho medo, mas ele talvez vá embora.
Rótulo que não temos; nome não dado a nós; caixa em que não nos encaixamos; teatro que não fazemos... e com um beijo na testa, lhe conto que poderíamos passar todo o tempo do mundo, desde que ele fosse breve, mas eterno no conforto de um abraço forte.
Eu também já chorei; já corei. Ao som da valsa, só consigo lembrar dos olhos e da amarela luz que me batia ao rosto e te fazia sorrir. A minha esperança é que a mesma valsinha me traga aquela boa lembrança enquanto o sofá vermelho estiver vazio ao meu lado, num dia frio em que eu não tenha você. E a loja vai fechar, mas vou pagar a conta e esperar estiar a chuva como a de hoje, para andar no meu enorme guarda-chuva sozinho. Aí virá me buscar outra mulher, e eu quero poder dizer a ela que só estava ali a pensar em bons momentos, porque "tudo passa, tudo voa, mas até o tempo volta" já dizia eu à Gabriela que batia à minha porta.
Corre-me uma lágrima única. Solitária na sua função; e eu sinto que a realidade crua me parece ironia. Que bom estar contigo. Dói pensar nisso, mas amanhã não importa. Hoje tem sido bonito.
Boa noite.
quinta-feira, julho 30, 2009
Sou romântico, afinal.
E por que não? Tá bom, bem pouco, mas o importante agora é trazer o meu parecer sobre a obra "Lucíola" de José de Alencar.
O livro é um romance romântico do século XIX (ou dezenove, se preferir), e trata - assim como as outras obras do mesmo gênero - de um amor entre homem e mulher.
Até aí tá tudo bem. O lance divertido é que a mulher é uma puta. E não é só isso: é a puta mais desejada e cobiçada na corte.
Paulo, narrador da própria história, conhece Lúcia, a cortesã, que trata com o respeito dado a uma senhora. A moça interessa-se por ele, atraída pela maneira simples e pura como a olha.
No decorrer da história, cenas de sensualidade ficam claras, mesmo que mascaradas pela linguagem repleta de metáforas e enfeites comum nas obras do Zé.
É de se esperar uma estorinha sem sal.Contudo o livro nos surpreende logo com a crítica clara à sociedade carioca da época. Na verdade, traz à tona a sujeira da corte. A prostituição, o adultério, a sensualidae, a aparência e o dinheiro - temas recorrentes em outra escola literária, o Realismo.
Parece-me que para "amansar" o leão das críticas literárias, Zé de Alencar começa a transformar o livro no meio da história. Passa de um realismo mascarado pela linguagem romântica a um romantismo urbano típico: religioso, ideal, limpo e fiel às aspirações das cortesãs, tudo o que era esperado numa boa novela. A heroína (nem sei se posso chamá-la assim) aparece como um anjo, e na verdade chama-se Maria da Glória.
Queridos leitores, para ser bem sincero, acredito que José de Alencar não foi HOMEM o suficiente para dar continuidade à sua linha de crítica e abertura. Teve medo do peso das críticas e matou sua obra, assim como sua personagem.
É fato que o livro traz à tona boas emoções àqueles que entendem sentimentos, ou que amam. Isso, se os mesmos não se perderem nas páginas atirando o livro pela janela - o que quase me ocorreu.
Mas estamos bem grandinhos e cansados de histórias românticas.
Não??
Ok, sofram com seus choros de novela. Eu paro por aqui.
Boa tarde pra vocês; a minha há de ser.
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